quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Manual de instruções para se relacionar comigo

Meus mínimos inegociáveis nos relacionamentos (Como alguém com TDAH)

1: Comunicação

  • O tratamento de silêncio acaba comigo.
  • Quando finalmente trago alguma coisa à tona, não estou tentando arrumar briga. Meu cérebro está repetindo aquilo em looping há horas, e eu finalmente criei coragem para falar.
  • Então, quando você se fecha e fica em silêncio, minha cabeça preenche os espaços com a pior versão possível da história – e eu fico presa naquele turbilhão, sozinha.

2: Afeto

  • O toque é uma das formas que meu sistema nervoso encontra para realmente se acalmar. Um abraço sem motivo. Sua mão nas minhas costas enquanto eu conto, empolgada, todos os detalhes do meu dia.
  • Isso me tira da minha mente acelerada e me traz de volta para o meu corpo.
  • Sim, eu sou um pouquinho grudenta.
  • Para mim, proximidade é regulação, não carência.
Comentario pessoal: Não sou grudenta, mas o toque é sim importante. Andar de mãos dadas por exemplo, é uma grande coisa pra mim.

3: Responsabilidade

  • Se você me machucar, não use meu TDAH como uma saída fácil: "você é sensível demais" ou "você está exagerando".
  • Assuma. Repare. Aprenda com isso. Não me faça sentir culpada por sentir as coisas tão intensamente.
  • Eu já questiono o tempo todo se minhas reações são "demais". Não preciso que você confirme esse medo.

4: Esforço

  • O que está fora da minha vista realmente sai da minha cabeça, então as pequenas coisas, quando feitas com constância, significam tudo para mim.
  • Mande mensagem quando disser que vai. Lembre daquela coisa aleatória que mencionei uma vez.
  • Pergunte como estou antes que eu precise pedir.
  • Eu percebo cada demonstração de esforço, meu cérebro, silenciosamente, registra quem realmente está presente.
Comentário pessoal: Não tenho dessa de esquecer o que não tá na minha vista, só precisamos usar as técnicas certas para que eu memorize o que realmente importa.

5: Presença

  • Não esteja no mesmo ambiente, mas a mil quilômetros de distância. Minha atenção é difícil de conquistar e, quando eu entrego a minha para você, quero sentir que tenho a sua de volta.
  • Deixe o celular de lado às vezes e esteja realmente aqui.
  • Eu sinto a diferença entre alguém que está me ouvindo pela metade e alguém que está verdadeiramente presente comigo.

6: Conforto

  • Eu passo o dia inteiro usando uma máscara para todo mundo. Com você, eu preciso finalmente poder tirá-la.
  • Sem precisar fingir que estou "bem", sem diminuir minha energia para não parecer "demais".
  • Deixe-me fazer stimming, falar sem parar, entrar em hiperfoco e simplesmente desabar quando eu precisar.
  • Só quero ter a liberdade de existir sem precisar me editar para caber.

7: Gentileza

  • Seja gentil comigo, especialmente quando estiver chateado. Uma palavra dura não dói só na hora, ela fica repetindo na minha cabeça por dias.
  • Não use contra mim, quando estiver irritado, as coisas que contei a você em confiança.
  • A rejeição já é algo que eu sinto até fisicamente.
  • O amor nunca deveria ser mais uma coisa que me faça sentir pequena.

8: Confiança

  • Meu cérebro já é uma máquina de ansiedade que cria, sozinho, histórias sobre o pior cenário possível.
  • Por favor, não dê mais combustível para ele.
  • Eu não quero precisar decifrar seu humor ou reler cada mensagem procurando algum significado escondido.
  • Faça com que suas atitudes estejam sempre de acordo com suas palavras, para que meu sistema nervoso finalmente possa descansar.


sábado, 8 de agosto de 2026

A Última Casa


Acabei de assistir A Última Casa

Chorei, me fez refletir 

Como estamos tratando nosso mundo, principalmente nossos oceanos, como estamos nos alimentando. Estamos vivendo ou sobrevivendo, e o consumo, como será com cada vez menos mídias físicas?

Não dá pra falar sobre o pq de todas essas reflexões sem dar spoiler

Fazia tempo que não aproveitava uma tarde de fds com Netflix, deixa eu aproveitar enquanto ainda posso

Assista, vale a pena, depois saia das telas e vai plantar....

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Minha 1ª vez no RJ

Eu acho meio exagero quando as pessoas dizem que eu já viajei o mundo, mas admito que com frequência eu falo que conheço mais Caribe do que Brasil.
No ultimo feriado conheci mais um pedacinho desse brasilzão, e sim eu nunca tinha estado no estado do Rio de Janeiro.
A cidade capital ainda não conheço, fui apenas em Paraty, que é aqui colado com SP.

Foi uma baita aventura. Primeiro eu fui pra São José dos Campos encontrar com as meninas. Quem me acompanha no instagram sabe que eu já havia estado lá. Como não há ônibus direto de Santos pra SJC a noite, eu tive que fazer baldeação.

Santos - Jabaquara de ônibus
Jabaquara - Tiete de metrô
Tiete - SJC de ônibus

Levou um pouco mais de 3 horas.

No dia seguinte de manhã pegamos o carro e fomos. A motorista escolheu descer a serra de Ubatuba pois a de Cunha parece ser perigosa, mesmo assim, olha, menina Taiane está de parabéns pq ô caminhozinho pra ter curva e ser íngreme. 

Almoçamos em Ubatuba e seguimos viagem, ficamos em um hostel no Jabaquara de Paraty que fica mais próximo do centro.
Passeios de barco interessantes foram ofertados, mas nosso foco era ir pra Trindade, então no primeiro dia ficamos ali pelo Jabaquara mesmo e a noite fomos pro centro histórico, o que traumatizou a Taiane por dirigir naquelas antigas ruas de pedra.
De volta no hostel, uma guria que estava hospedada lá tbm comentou que acha o caminho pra Trindade bem perigoso, então no dia seguinte fomos de carro até perto da rodoviária de Paraty pq nós nunca damos a sorte de pegar o ônibus gratuito que tem do Jabaquara pro centro, e na rodoviária pegamos o ônibus pra Trindade. R$5,00 a passagem.

Eu adorei a vila!
Trindade é bem turístico, atendimento ótimo, aparentemente todo lugar é pet friendly, tem muitas lojas exotéricas, de souvenirs, de coisas de praia...
Tem muitas hospedagens mas tudo lotado, pq afinal de contas é Brasil né, mesmo em pleno outono estava calor e fez um dia lindo.
Almoçamos ali na vila e fomos pra praia. Não vou falar da praia, apenas vejam as imagens nos meus perfis do instagram e depois eu vejo de postar em outras redes tbm. 

Mais uma vez não queríamos pegar a estrada a noite então voltamos no final da tarde. Bem, tentamos né. O ônibus das 17h estava quebrado, o das 18h estava atrasado, conclusão: mais de 1 hora em pé na fila e mais quase 1 hora em pé no busão que não é ônibus de viagem. Acho que nem caberia um bus de viagem na vila, os motoristas dos ônibus circulares são guerreiros.

Ponte Hilton Silva Mello, Paraty
No terceiro dia já era o dia da volta, fomos passar o dia no centro histórico de Paraty e estava um calor desgracento. Na hora do almoço o restaurante com promoção estava lotado, o do lado nos convenceu "a gente tem ar condicionado" huehuehuehu, pagamos o preço do local como se a gente fosse gringa, mas valeu, a comida estava muito boa.

Fizemos o mesmo caminho pra voltar pra SJC e chegando lá estava frio, um baita choque térmico no mesmo dia, mas eu amo frio, tanto que no dia seguinte de manhã nem me agasalhei pra ir conhecer pessoalmente uma amiga de whatsapp.

Na volta pra Santos vim de dia então peguei o ônibus direto de SJC pra Santos, direto modo de dizer pq ele fez tantas paradas que demorou bastante. Ele chegou na rodoviária de SJC as 15h40, não reparei que horas saiu, mas cheguei na rodoviária de Santos 20h20.

Esse resumão foi mais pra fazer jus ao nome do blog, mas claro, se vc tiver alguma duvida ou curiosidade é só falar. Atualmente estou dando uma consultoria gratuita sobre Portugal e Curitiba pros meus amigos, e como eu gosto de fazer isso!